O Corpo tem suas Razões

O corpo nunca esquece o que aconteceu. Na rigidez, retração e dores dos músculos das costas, membros, diafragma e também do rosto e do sexo, está escrita toda a história do homem, da concepção até hoje. Neste livro, a autora conta a experiência pessoal e profissional que teve e propõe uma nova ginástica, com base nos conhecimentos revolucionários de Françoise Mézières. Para se atingir resultados satisfatórios e evitar lesões as pessoas devem tomar consciência do corpo. “Se não conhecemos o uso do corpo, se nosso repertório de gestos e movimentos só comporta uma fração das possibilidades de que o ser humano é capaz, se até agora só usamos o corpo para reduzir, trair ou negar nossas sensações, é evidente que a expressão corporal, tanto quanto o esporte, não pode passar de imitação, compensação, adestramento”. Para fazer expressão corporal que valha a pena, seja saudável, é preciso tomar consciência das repressões corporais. A linguagem corporal deve ser ouvida. O corpo lucido toma iniciativas, pode ficar no comando e libertar-se do esmagamento promovido pela musculatura que ficou enrijecida, mas que deveria ser elástica para libertar os movimentos. O corpo bem preparado pode seguir naturalmente no sentido da manutenção da tonicidade, organização e desenvolvimento equilibrados para que a execução dos movimentos ocorra sem sobrecargas desnecessárias. Há exceção quando a pessoa tem medo, se a responsabilidade da independência e da maturidade a amedronta a tal ponto que ela mesma acaba sabotando o seu progresso.

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