Milly

As sessões de craniossacral que fiz até hoje - e foram muitas - me deram a certeza de que somos mais do que corpo e mente. É comum chegar para uma sessão cheia de confusões e problemas da vida moderna e sair com as coisas em perspectiva, que é como elas ficam depois que começamos a nos alinhar com um tipo de verdade que escapa do objetivo e entra no mundo das coisas subjetivas. A experiência humana é sofrida e complicada para todos nós, mas quando somos capazes de ter uma visão mais ampla dela, e de nos sentir alinhados com conceitos maiores, ela fica menos tensa e mais agradável. Os problemas não somem da noite para o dia, aliás não acho que devemos nos livrar deles porque eles nos fazem evoluir, mas a crânio-sacral ajuda a lidar com eles de forma mais amena e madura. O que me encanta na craniossacral é que ela combina o entendimento de nossa jornada pessoal - e tudo o que passamos até esse momento em nossas vidas - com um alinhamento mais profundo que me parece ser entre alma e corpo, entre mente e consciência, entre carne e espírito. As sessões me colocam em contato mais íntimo com meu “eu superior”, e isso me deixa com a noção de que não estou sozinha, uma sensação sempre muito bem-vinda depois de cada sessão. Num mundo corrido e superficial como o nosso, um no qual raramente temos a chance de parar e tentar entender quem somos, a craniossacral faz isso usando duas vias importantes: a das coisas que vemos e a das coisas que apenas intuímos e sentimos.

Milly Lacombe, jornalista

5.0
2015-12-07T18:03:34+00:00

Milly Lacombe, jornalista